Mulher denuncia perseguição em Guaraqueçaba e relata perda de empregos após retaliações
Vítima de 28 anos afirma que autor tentou interferir em seu relacionamento e provocou demissões no trabalho; caso foi registrado na Polícia Militar.
Uma mulher de 28 anos procurou a Polícia Militar em Guaraqueçaba, no Litoral do Paraná, para denunciar que vem sendo vítima de perseguição reiterada (stalking). O boletim de ocorrência foi registrado no Centro do município pela equipe da 2ª Companhia do Batalhão de Polícia Militar.
De acordo com o relato da solicitante, as investidas do autor começaram após ele tentar interferir em sua vida pessoal — inclusive aconselhando o companheiro da vítima a se separar dela. Sem obter o resultado desejado, o homem teria iniciado uma série de retaliações no ambiente de trabalho.
A vítima relatou aos policiais que já havia sido exonerada de um cargo e, mais recentemente, acabou demitida de uma empresa terceirizada, segundo ela, "a pedido de terceiros". A situação se agravou quando a mulher foi notificada a não cumprir o restante do aviso prévio no emprego.
O histórico de perseguição já tinha sido levado ao conhecimento da chefia geral e registrado em um boletim de ocorrência anterior, mas até o momento nenhuma providência administrativa ou judicial havia sido adotada. A vítima declarou que não formalizou a representação criminal de imediato por medo de novas retaliações, inclusive contra o seu companheiro em seu local de trabalho.
Durante o atendimento, a Polícia Militar orientou a mulher sobre a importância de reunir provas — como documentos, registros de áudio e indicação de testemunhas — e fez o alerta sobre o prazo decadencial de seis meses para o exercício do direito de representação criminal, conforme prevê o Artigo 38 do Código de Processo Penal (CPP). O crime de perseguição está tipificado no Artigo 147-A do Código Penal Brasileiro.
Fonte: PMPR / 9ºBPM
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