Mulher é denunciada por suposta venda de imagens da filha de 4 anos em Matinhos
Polícia Militar foi acionada após denúncia de possível exploração sexual infantil; imagens citadas no relato não foram localizadas durante o atendimento.
Uma mulher de 30 anos foi alvo de uma denúncia de suposta divulgação e comercialização de imagens da própria filha, uma criança de quatro anos, na tarde deste domingo (16), no bairro Sertãozinho, em Matinhos, no Litoral do Paraná.
De acordo com o registro da Polícia Militar, a equipe foi acionada por volta das 16h para verificar uma denúncia relacionada a uma possível situação de exploração sexual infantil. Conforme as informações repassadas aos policiais, a mãe estaria enviando e comercializando fotografias da filha para um homem.
No momento do atendimento, entretanto, a equipe não conseguiu ter acesso às imagens mencionadas na denúncia. Segundo o boletim, as fotografias teriam sido encaminhadas anteriormente em um grupo de WhatsApp, mas foram apagadas pela pessoa que as recebeu ou encaminhou. A denunciante também informou que não havia salvado o conteúdo.
Ainda conforme o registro policial, a mãe da criança foi questionada sobre a situação e teria admitido aos policiais que divulgava e vendia fotos da filha para um homem, apontado como morador de Guaratuba. Um possível número de telefone relacionado ao suspeito também foi repassado à equipe.
Durante o atendimento, a situação gerou uma aglomeração de moradores em frente à residência. Segundo a PM, aproximadamente 30 pessoas demonstraram intenção de agredir a mulher.
Diante do risco de violência e da ausência de um local de acolhimento disponível naquele momento, os policiais retiraram a mulher do endereço para preservar sua integridade física. Ela foi acompanhada pela irmã, de 18 anos, até a Rodoviária de Matinhos e, posteriormente, seguiu para a residência de familiares em Paranaguá.
O caso foi registrado pela Polícia Militar e deverá ser investigado pelas autoridades competentes. Como as imagens citadas na denúncia não foram localizadas durante o atendimento policial, caberá à investigação apurar a existência do material, sua origem, eventual divulgação e possível comercialização.
Litoral 360, onde o Litoral acontece.
