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Sarna humana: doença contagiosa provoca coceira intensa e exige tratamento simultâneo de pessoas próximas

Escabiose é causada por um ácaro microscópico, pode atingir pessoas de todas as idades e não está relacionada à falta de higiene.

A sarna humana, também conhecida como escabiose, é uma doença de pele contagiosa causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei. A infestação provoca coceira intensa, especialmente durante a noite, além de pequenas lesões avermelhadas e, em alguns casos, linhas finas na pele.

A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto e prolongado entre a pele de uma pessoa infectada e a de outra pessoa. O compartilhamento de roupas, toalhas e roupas de cama contaminadas também pode contribuir para a disseminação, embora seja uma forma menos frequente de transmissão.

A doença pode atingir pessoas de todas as idades e se espalhar com maior facilidade em ambientes onde há contato físico próximo, como residências, instituições de acolhimento e outros locais de convivência coletiva.

Quais são os principais sintomas?

O sinal mais característico da escabiose é a coceira intensa, que costuma piorar à noite. Também podem surgir pequenas bolinhas avermelhadas, feridas provocadas pelo ato de coçar e marcas semelhantes a linhas finas na superfície da pele.

As regiões mais afetadas incluem os espaços entre os dedos das mãos, os punhos, as axilas, a região ao redor do umbigo, as auréolas e os órgãos genitais. Em adultos, o couro cabeludo e o rosto geralmente não são afetados, mas essas regiões podem apresentar lesões em bebês, crianças pequenas e pessoas com determinadas condições clínicas.

Como ocorre a transmissão?

A escabiose não está relacionada à falta de higiene e não é transmitida por cães ou gatos. O contágio acontece principalmente pelo contato próximo e prolongado com uma pessoa infestada.

Por isso, quando há um diagnóstico, é importante avaliar também as pessoas que vivem na mesma residência ou mantêm contato íntimo frequente com o paciente. Mesmo quem ainda não apresenta sintomas pode estar infestado e transmitir o ácaro.

Tratamento exige orientação médica

O tratamento é realizado com medicamentos específicos, que podem incluir produtos de aplicação na pele, como a permetrina, ou medicamentos orais, como a ivermectina, conforme avaliação médica. A escolha do medicamento e a necessidade de repetir o tratamento dependem de cada caso.

Uma das principais medidas para evitar a reinfestação é tratar simultaneamente os moradores da mesma casa e outros contatos próximos indicados pelo profissional de saúde, mesmo quando ainda não apresentam coceira.

Também é recomendado lavar roupas, toalhas e roupas de cama utilizadas recentemente. Peças que não possam ser lavadas podem ser mantidas em sacos plásticos fechados por alguns dias, conforme orientação de saúde. O ambiente doméstico não exige medidas extremas de desinfecção.

A coceira pode continuar por algumas semanas após o tratamento, mas, se persistir, piorar ou surgirem novas lesões, é importante procurar atendimento médico para verificar se há necessidade de nova avaliação.

Ao perceber sintomas suspeitos, a orientação é procurar uma unidade de saúde e evitar a automedicação. O diagnóstico correto e o tratamento dos contatos são fundamentais para interromper a transmissão da doença.

Casos recentes no Brasil

A escabiose também tem sido registrada em diferentes municípios brasileiros. Em Minas Gerais, a Secretaria de Estado de Saúde informou, em 20 de outubro de 2026, que 11 municípios haviam comunicado surtos da doença ao Estado ao longo do ano. Entre eles estão Belo Horizonte, Alfenas, Andradas, Lavras e Lagoa Santa.

Em Lagoa Santa, a prefeitura informou, em 23 de outubro de 2026, que o município acumulava 355 casos notificados de escabiose, com um caso confirmado nas 24 horas anteriores à divulgação. As equipes municipais de Saúde e Educação estavam acompanhando a situação e orientando pacientes e familiares sobre o tratamento.

Apesar dos registros, não existe um levantamento nacional consolidado que permita determinar o total de casos de sarna humana no Brasil. Isso ocorre porque a escabiose não integra a lista nacional de doenças e agravos de notificação compulsória. Dessa forma, os dados disponíveis dependem do monitoramento realizado pelas autoridades locais e estaduais

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