OPERAÇÃO ESCUDO DA INFÂNCIA: Polícia Civil prende dois homens por estupro de vulnerável em Paranaguá
Ação conduzida pelo NUCRIA resultou no cumprimento de mandados de prisão preventiva contra investigados por abusos no ambiente familiar e de convivência
A Polícia Civil do Paraná, através do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (NUCRIA) de Paranaguá, deflagrou nesta terça-feira (3) a Operação Escudo da Infância. A ação resultou na prisão preventiva de dois homens, de 48 e 65 anos, investigados por crimes sexuais contra crianças e adolescentes no município.
As ordens judiciais foram expedidas pela 1ª Vara Criminal de Paranaguá após representação da Autoridade Policial, com parecer favorável do Ministério Público do Paraná (MPPR).
Abuso praticado no ambiente doméstico
O primeiro preso, de 48 anos, é investigado por abusar sexualmente de forma continuada da própria enteada, de 8 anos, no bairro Vila Itiberê. Segundo a polícia, o suspeito se valia do convívio familiar para praticar os atos libidinosos, atuando em momentos em que a mãe da vítima dormia ou estava fora de casa. As apurações indicam que as investidas ocorriam há vários meses.
No mesmo inquérito, a mãe da criança, de 37 anos, foi investigada por ter conhecimento dos fatos e não intervir na proteção da filha. A Justiça determinou o cumprimento de medidas cautelares diversas da prisão contra a mulher.
Múltiplas vítimas na mesma família
O segundo detido, de 65 anos, é suspeito de violar duas irmãs em períodos diferentes no bairro Vila São Vicente. As diligências apontaram que uma adolescente de 13 anos sofreu abusos reiterados entre fevereiro e agosto deste ano ao frequentar a residência do homem, que tinha proximidade com a família.
Com o andamento das apurações, o NUCRIA identificou que a irmã da adolescente também havia sido vítima do mesmo suspeito anos antes, quando tinha entre 11 e 12 anos.
Instrução e procedimentos
A investigação reuniu depoimentos de familiares, testemunhas e relatos das vítimas colhidos via escuta especializada. Diante do risco de reiteração delitiva e da gravidade dos fatos, o NUCRIA representou pelas prisões preventivas.
Os alvos foram localizados e encaminhados ao sistema prisional, onde permanecem à disposição da Justiça. Ambos responderão pelo crime de estupro de vulnerável, previsto no artigo 217-A do Código Penal.
