Pular para o conteúdo

Início › Notícias › Notícias

Notícias

Tornado de 250 km/h devasta Maringá: voo de estruturas metálicas, destruição e estado de calamidade pública

Análise do Simepar confirma tornado F2 na cidade; força do vento arremessou coberturas metálicas por centenas de metros e deixou mais de 30% da população sem energia.

A cidade de Maringá, no Norte do Paraná, enfrenta os rastros do pior evento meteorológico de sua história recente. Análises de campo e laudos preliminares confirmados pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) atestam que a tempestade que atingiu o município foi provocada por um tornado de categoria F2, associado à formação de uma supercélula. Com rajadas de vento estimadas em até 250 km/h, o fenômeno percorreu um trecho contínuo de 15 quilômetros, espalhando pânico e destruição pela zona urbana e industrial.

FOTO: CNN BRASIL
FOTO: CNN BRASIL

A força extrema do vento provocou estragos que impressionaram até mesmo as equipes de peritos e de resgate. Na zona industrial e em importantes corredores comerciais da cidade, galpões, cooperativas, empresas e postos de combustíveis tiveram suas coberturas completamente colapsadas ou retorcidas. Folhas de zinco e telhados metálicos pesados de empresas e barracões foram arrancados e projetados pelo vento por mais de 300 metros de distância, enquanto telhas convencionais chegaram a voar a distâncias superiores a 1,3 km.

FOTO: CNN BRASIL
FOTO: CNN BRASIL

Nas vias públicas, o rastro de destruição foi avassalador, com a queda de mais de 360 árvores de grande porte, muitas delas arrancadas pela raiz. Grandes artérias viárias da cidade, como as avenidas Colombo (trecho urbano da BR-376), Brasil, Tiradentes e Tuiuti, ficaram totalmente bloqueadas por troncos, galhos e cabos elétricos partidos. A devastação na rede elétrica deixou mais de 30% da cidade no escuro, arrastando fiação por dezenas de bairros.

FOTO: CNN BRASIL
FOTO: CNN BRASIL

Nem mesmo as forças de segurança escaparam dos impactos diretos do temporal. O prédio administrativo do 5º Batalhão do Corpo de Bombeiros Militar teve a cobertura inteira arrancada pelo vento. Na queda, as telhas atingiram o pátio e danificaram viaturas operacionais da corporação, enquanto o andar superior da unidade acabou inundado pela força da água da chuva.

Diante do cenário crítico, a Prefeitura de Maringá decretou Estado de Calamidade Pública e estruturou um Gabinete de Gestão Integrada de Crise para coordenar a recuperação dos serviços essenciais. Para reforçar os trabalhos no município, uma força-tarefa estadual mobilizou equipes adicionais do Corpo de Bombeiros vindo de Londrina, Cascavel, Ponta Grossa e Curitiba para atuar na remoção dos troncos e desobstrução das vias.

FOTO: CNN BRASIL
FOTO: CNN BRASIL

Como medida de segurança, a Universidade Estadual de Maringá (UEM) e as escolas da rede municipal suspenderam as atividades presenciais para que seja realizada a vistoria das estruturas físicas e a execução de reparos emergenciais. Enquanto isso, a Defesa Civil mantém a distribuição contínua de bobinas de lona na sede dos bombeiros, onde mais de 600 famílias já receberam o material para cobrir suas residências.

O órgão orienta os moradores a evitarem deslocamentos desnecessários nas áreas afetadas devido aos riscos de novos desabamentos, quedas de galhos e fiação energizada ao chão. Em emergências, a população deve acionar o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193 ou a Defesa Civil pelo 199.

Compartilhar no WhatsApp