Novembro Azul: câncer de próstata representa 30,5% dos casos de câncer entre homens no Brasil
Um dos principais alertas é que a doença costuma ser silenciosa no início, fase em que as chances de cura são maiores. Especialistas do IOP, Instituto de Oncologia do Paraná, estão disponíveis para falar sobre prevenção, diagnóstico precoce, PSA, toque retal, fatores de risco e avanços na investigação.
O câncer de próstata representa 30,5% dos casos de câncer estimados entre os homens brasileiros, excluídos os tumores de pele não melanoma, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Para o triênio de 2026 a 2028, a estimativa é de 77.920 novos casos por ano no país.
Os números reforçam a importância da conscientização e do diagnóstico precoce, temas centrais da campanha Novembro Azul, que inclui o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata, celebrado em 17 de novembro.
Como parte da mobilização, no dia 14 de novembro, no período da manhã, o IOP, Instituto de Oncologia do Paraná, em parceria com o Shopping Água Verde e a Academia WePlay, promoverá uma ação gratuita e aberta ao público no shopping.
A programação contará com aulas de Muay Thai e treinamento funcional, além de um alongamento coletivo. A proposta é aproximar o público masculino dos cuidados com a saúde e incentivar a prevenção por meio da atividade física. O oncologista Dr. Luis Felipe Matiusso de Souza, do IOP, também participará de um bate-papo sobre prevenção e diagnóstico precoce do câncer de próstata.
A próstata é uma glândula do sistema reprodutor masculino, localizada logo abaixo da bexiga. Na fase inicial, o câncer de próstata quase nunca dá sinal, e é justamente nessa fase silenciosa que as chances de cura são maiores.
“O que mais me preocupa no consultório é o paciente que esperou um sintoma para procurar ajuda. Dificuldade para urinar, jato fraco, levantar várias vezes à noite ou sangue na urina ou no sêmen costumam aparecer quando a doença já avançou. Esses mesmos sinais também são comuns em condições benignas, como o crescimento natural da próstata com a idade, e por isso merecem uma avaliação cuidadosa com o especialista, em vez de ficarem meses sendo tolerados em casa”, afirma o Dr. Jônatas Luiz Pereira, uro-oncologista e cirurgião robótico do IOP.
A investigação costuma começar com o PSA, um exame de sangue simples, e com o toque retal, que segue sendo rápido e informativo. Nos últimos anos, a ressonância magnética multiparamétrica da próstata passou a orientar a decisão de biopsiar e a direcionar a biópsia para as áreas suspeitas, o que trouxe diagnósticos mais precisos e poupou muitos homens de procedimentos desnecessários.
“A conversa sobre rastreamento precisa ser individualizada. Para a maioria dos homens, recomendamos iniciar a partir dos 50 anos; quando há pai ou irmão com câncer de próstata, ou no caso de homens negros, a partir dos 45. Um PSA alterado não é um diagnóstico, e sim o ponto de partida de uma avaliação que hoje conseguimos fazer com muito mais calma e precisão do que há dez anos”, explica o especialista. A confirmação do diagnóstico é feita por biópsia, quando indicada.
Nem todo câncer de próstata precisa ser tratado de imediato. Tumores de baixo risco podem ser acompanhados com segurança por meio da vigilância ativa, que preserva a qualidade de vida sem abrir mão do controle da doença.
Quando o tratamento é indicado, a cirurgia robótica se consolidou como padrão nos grandes centros, com mais precisão, menos sangramento e uma recuperação mais rápida, ao lado da radioterapia, da hormonioterapia e das terapias dirigidas a alterações moleculares específicas.
“A decisão entre acompanhar, operar ou irradiar é tomada em equipe, considerando a biologia do tumor, a idade e as prioridades de cada paciente. E mesmo na doença avançada o cenário mudou muito: hoje falamos em anos de controle com boa qualidade de vida, algo que seria difícil imaginar uma década atrás”, destaca o Dr. Jônatas, que também coordena estudos clínicos internacionais em câncer de próstata em Curitiba.
Sobre o Grupo Med4U:
A Med4U é uma holding que engloba algumas das marcas mais reconhecidas no setor da saúde, oferecendo soluções integradas e inovadoras para pacientes e profissionais. Entre as empresas que fazem parte da Med4U estão o IOP (Instituto de Oncologia do Paraná), o IOP Educa, o IOP Pesquisa, o Valencis, a Spesia e o Oncoville. Também fazem parte a Santé Cancer Center, com unidades em Lages e Caçador, em Santa Catarina, e a Clínica Prognóstica Oncologia, sediada em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Juntas, essas instituições formam um grupo dedicado à excelência no cuidado oncológico, educação e inovação em saúde.
O IOP, a marca mais antiga do grupo, que completou 31 anos de atuação em 2026, continua sendo uma referência no tratamento do câncer. Com quatro sedes em Curitiba (PR), o IOP se destaca por suas parcerias estratégicas, como a aliança com o Hospital São Marcelino Champagnat que oferece um tratamento integrado e a parceria com o Hospital Albert Einstein, em São Paulo, sendo a primeira clínica no sul do Brasil a integrar a Rede Einstein de Oncologia e Hematologia. O IOP também se destaca por ter o mais alto nível de acreditação de qualidade no Paraná (ONA 3).
O IOP oferece tratamentos avançados e humanizados, utilizando tecnologia de ponta e uma abordagem multidisciplinar, que inclui Nutrição, Psicologia, Enfermagem, Farmácia e Educador Físico. Além disso, terapias complementares como cromoterapia, aromaterapia e musicoterapia ajudam a proporcionar um cuidado mais completo e humanizado.
Informações da Assessoria.
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